Ian Lost Control
Ainda sem previsão de estréia nas salas de cinema de Porto Alegre, Control conta um pouco da história do vocalista do Joy Division, Ian Curtis. Baseado no livro Carícias Distantes (Touching From a Distance), escrito por Deborah Curtis, esposa de Ian, o filme foi dirigido por Anton Corbjin, que trabalhou nos videos de algumas bandas como Depeche Mode, Nirvana e U2. Rodado em preto e branco, extremamente compatível com as letras e o som da banda que surgiu em 1977, na Inglaterra, durante a explosão do punk.
Ian é interpretado por Sam Riley, que ironicamente aparece em A Festa Nunca Termina (24 Hour party People, 2002) interpretando Mark E. Smith, vocalista do The Fall, outra importante banda post-punk surgida no mesmo ano e cidade que o Joy Division, mas sem o reconhecimento merecido. O título do filme é uma referência óbvia à “She’s Lost Control”, que fala sobre uma menina que fora colega de Ian e que também sofria de epilepsia, doença que que atingia ao vocalista e que o inspirou a escrever outras letras da banda, como “New Danw Fades”.
Apesar de Control ter estreado no Festival de Cannes desse ano no dia 17 de maio e chegar ao Brasil no dia 20 de setembro, no Festival Internacional no Rio de Janeiro, até agora Porto Alegre não viu a cor da película (trocadilho infame.)
No início dos anos 2000 algumas bandas surgiram com um som bastante influenciado pelo Joy Division. Como tudo o que vai volta, Interpol, Editors e, principalmente, She Wants Revenge, surgiram nos últimos 10 anos e trazem claras referências ao quarteto inglês. Também entram aqui Doves, Bloc Party, The Departure e Maximo Park, com algumas influência do post-punk.
“Mesmo tendo gravado um material escasso, a banda conseguiu impor seu estilo pela simplicidade dos arranjos, já que eles não eram lá muito habilidosos. Prova disso são as escorregadas do vocal e alguns instrumentos fora da afinação. Mesmo assim, Ian foi capaz de desenvolver um estilo de canto grave e escrever letras muito fortes, e, claro, não podemos esquecer a mão de Martin Hannet, que jogou o som do baixo e da da bateria para frente na hora de mixar o disco, o que mudou a sonoridade e acabou ajudando a moldar o post-punk. ” afirma Leandro Vignoli, locutor da 103.3 Unisinos FM.

Deixe uma resposta