No AR
A Usina do Gasômetro está abrigando a Exposição No Ar – 50 anos da RBS desde o dia 1º de setembro. Como a procura foi grande nos primeiros finais de semana, preferi esperar alguns dias para evitar filas e disputa por espaço. Na tarde deste sábado (20), fui até a Usina para conferir a tão falada exposição.
Na chegada aguardei alguns instantes em uma pequena fila. Até aí, tudo OK. Mas quando chegou a minha vez fui avisado que não poderia entrar de mochila, tendo que deixá-la em um contêiner em frente ao local. Não me agrada trocar minha mochila com carteira, celular, agenda, câmeras fotográficas e outras bugigangas por um cartão de plástico com o logo da RBS e o número 50. Mesmo que seja por uma ou duas horas. Mas fiz a troca e adentrei ao recinto.
Uma Kombi amarela, restaurada e pertencente ao museu de automóveis da ULBRA, me deu as boas vindas. Além dela, outros objetos antigos ficavam expostos dentro de caixas de vidro, com uma pequena etiqueta com informações, como o ano de fabricação. Pra meu espanto, até uma importante chave da minha infância estava lá, dentro de um dos caixotes. Uma espécie de mesa de vidro, onde é possível ver todas as capas do jornal Zero Hora. Em outros espaços, é possível assistir à algumas reportagens ou às novelas da Rede Globo ou então à fotos que foram publicadas na Zero Hora. Ainda no andar térreo, uma pequena parede de madeira com quatro monitores mostra diversos comerciais antigos.
No segundo andar é possível encontrar um caleidoscópio que, a primeira vista, parece ser uma parede com alguns monitores (e é basicamente isso, na verdade) mas os espelhos nas paredes causam uma sensação de profundidade que deixou alguns visitantes ao meu lado com um pouco de medo. Na sala seguinte, um muro quase transparente fazia que as pessoas de um dos lados pudessem ver a sombra de quem estivesse do lado oposto. Infelizmente, devido a baixa luminosidade do ambiente, fico devendo uma foto da sombra. Mas tenho a do muro, feita da sala O Silêncio, logo ao lado, que abriga grande tablado de palha com alguns centímetros de altura, onde era possível deitar e ficar observando as luzas do ambiente branco mudarem a coloração gradativamente.
Mas nada chama mais a atenção do que a tela gigante colocada dentro da Usina. Uma armação de ferro transformou um dos corredores do segundo andar em platéia. Caixas de som atrás das poltronas, na altura dos ouvidos do espectador, garantiam uma boa qualidade de áudio. Na tela, uma montagem que mistura novelas, futebol, esportes e fatos históricos.

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