Lats FM

•Maio 1, 2008 • Deixe um comentário

O site Lastfm pode ser considerado como uma grande comunidade virtual. O interesse principal dos usuários é música, de todos os tipos cores e tamanhos. O nome leva o FM de Freqüência Modulada, o que lembra uma rádio, com a grande diferença que aqui o ouvinte passa a ser também um programador e cria sua própria emissora. Primeiro é necessário criar um perfil ou usuário, assim como no Orkut. Depois, você pode criar listas de músicas e vídeos da banda que você quiser. Para isso, é possível fazer uma busca por nome, gravadora, música e álbuns. A partir daí, o site faz uma ligação do seu perfil com o perfil de outros usuários que gostem das mesmas bandas ou estilos. Alguém que ouça Interpol, por exemplo, pode ser relacionado com um usuário que tenha Joy Division em sua lista, porque elas têm estilos parecidos, além da segunda influenciar diretamente a primeira.

Podemos comparar o modo de funcionamento do Latsfm a um formigueiro, ou, quem sabe, a uma cidade. Cada elemento age de forma individual, mas suas pequenas ações, somadas umas às outras, tem um resultado que atinge a todos. É neste ponte que podemos observar a emergência, quando o movimento das regras de um nível inferior atinge um nível superior. Segundo Steven Johnson, um dos principais pensadores da cultura digital, não é possível controlar um sistema emergente. Ele ainda afirma que é necessário que o sistema governe a si mesmo.

O Lastfm ainda apresenta listas com rankings de músicas, bandas, e vídeos mais acessados. É no mínimo interessante descobrir se aquela banda que vocês julga ótima realmente atinge a outras pessoas como atinge a você, além de poder observar quais os outros estilos de música agradam o mesmo usuário que ouve tal banda.

Feriado em Porto Alegre

•Maio 1, 2008 • Deixe um comentário

Quem caminhava pela avenida Duque de Caxias, no centro de Porto Alegre, às 11h50min de quarta-feira (30) viu cerca de 5 moradores de rua em menos de 3 quadras. Dois já acordados reviravam saco de lixo deixado pelos condomínios localizados na avenida. Os outros três ainda dormiam, tentando se aquecer no sol da manhã com temperatura aproximada de 15ºC. Com a chegada do frio uma das alternativas para os moradores de rua é passarem a noite acordados vagando pelas ruas do centro para não morrerem de frio enquanto dormem. A outra seria procurar um dos albergues para moradores de rua disponibilizados pela Prefeitura de Porto Alegre.

Nesta terça-feira foi publicado um estudo realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) sobre os moradores de rua no Brasil, com exceção de São Paulo, Belo Horizonte e Recife (que realizaram levantamentos semelhantes em anos anteriores) e Porto Alegre (que está elaborando levantamento nos mesmos moldes).

Como morador da capital gaúcha, e ciente de ser dia 1 de maio, portanto feriado pelo Dia do Trabalhador, tentei entrar em contato, via telefone, com a Secretaria Municipal dos Direitos Humanos e Segurança Urbana – SMDHSU, a Secretaria Especial de Acessibilidade e Inclusão Social – SEACIS e a Fundação de Assistência Social e Cidadania – Fasc, para ter o número total de albergues para moradores de rua em Porto Alegre e os serviços oferecidos por estes, além de mais informações. Inclusive, o site do município disponibiliza um número telefônico para que sejam feitas solicitações para abordagens de moradores de rua. Em uma última tentativa, leguei para o mesmo e fui informado por uma gravação de que o ele não existe. Nos outros três casos o resultado foi o mesmo: três ligações para cada entidade e nenhuma chamada atendida.

Iniciei a matéria abordando um problema crescente nos grandes centros urbanos mas fui impedido por outro problema: o serviço público aproveitando o feriado. Por que, assim como em diversos outros setores, não é feito uma escala de trabalho nestes dias? Portanto, eu, como morador de Porto Alegre, não posso necessitar de qualquer tipo auxílio – inclusive um simples telefonema parar terminar um trabalho acadêmico – da Secretaria Municipal dos Direitos Humanos e Segurança Urbana – SMDHSU, da Secretaria Especial de Acessibilidade e Inclusão Social – SEACIS e da Fundação de Assistência Social e Cidadania – Fasc, porque, afinal de contas, é feriado.

Fortaleza de Santo Antônio de Ratones

•Março 28, 2008 • Deixe um comentário

Localizada na Ilha Ratones Grande, na baía norte de Florianópolis, em Santa Catarina, a Fortaleza de Santo Antônio de Ratones começou a ser construída em 1740. Juntamente com a Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim e a Fortaleza de São José da Ponta Grossa, e formava o sistema triangular de defesa da Barra Norte da Ilha de Santa Catarina. Entre meados do Século XIX, até o início do Século XX, algumas construções dessa Fortaleza, já em ruínas, foram utilizadas para abrigar doentes contaminados por moléstias contagiosas. Pertencente ao Ministério da Marinha e tombada como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional desde 1938, a Fortaleza foi restaurada entre os anos de 1990 e 1991, quando passou a ser gerenciada pela Universidade Federal de Santa Catarina.

O acesso à ilha pode ser feito atrávés de escunas que fazem passeios marítimos na região partindo de três diferentes pontos de Florianópolis: próximo à Ponte Hercílio Luz, Trapiche da Beira Mar Norte e da Praia de Canasvieiras. Ainda é possível chegar ao local pela praia de Sambaqui, localizada a 15 Km do centro de Florianópolis. No local, denominado Ponta do Sambaqui, há barqueiros que fazem a travessia de aproximadamente 3 Km.

Againandagainandagain…

•Fevereiro 29, 2008 • Deixe um comentário

Óh, sim.

Voltamos.

Vitor Ramil – Satolep Sambatonw

•Novembro 27, 2007 • Deixe um comentário


O sétimo trabalho de Vítor Ramil é uma parceria com o percussionista carioca Marcos Suzano. Satolep Sambatown é uma referência à expressão criada por Ramil – Satolep é um anagrama da palavra Pelotas, cidade natal do artista – e ao primeiro trabalho solo de Suzano, Sambatown, de 1996. A dupla assina a produção do álbum, que tem participações de Jorge Drexler no vocal de “A zero por hora” e na autoria de “12 segundos de oscuridad”, e da cantora carioca Kátia B. em “Que horas não são?”. O disco passeia entre o samba e a milonga, com o acréscimo de sintetizadores.

O músico faz show em Porto Alegre nesta quinta-feira, dia 6 de dezembro, às 19h no Projeto Unimúsica, no Salão de Atos da UFRGS. O ingresso é a doação de 1kg de alimento não perecível.

Ian Lost Control

•Novembro 13, 2007 • Deixe um comentário

 

 

Ainda sem previsão de estréia nas salas de cinema de Porto Alegre, Control conta um pouco da história do vocalista do Joy Division, Ian Curtis. Baseado no livro Carícias Distantes (Touching From a Distance), escrito por Deborah Curtis, esposa de Ian, o filme foi dirigido por Anton Corbjin, que trabalhou nos videos de algumas bandas como Depeche Mode, Nirvana e U2. Rodado em preto e branco, extremamente compatível com as letras e o som da banda que surgiu em 1977, na Inglaterra, durante a explosão do punk.

Ian é interpretado por Sam Riley, que ironicamente aparece em A Festa Nunca Termina (24 Hour party People, 2002) interpretando Mark E. Smith, vocalista do The Fall, outra importante banda post-punk surgida no mesmo ano e cidade que o Joy Division, mas sem o reconhecimento merecido. O título do filme é uma referência óbvia à “She’s Lost Control”, que fala sobre uma menina que fora colega de Ian e que também sofria de epilepsia, doença que que atingia ao vocalista e que o inspirou a escrever outras letras da banda, como “New Danw Fades”.

Apesar de Control ter estreado no Festival de Cannes desse ano no dia 17 de maio e chegar ao Brasil no dia 20 de setembro, no Festival Internacional no Rio de Janeiro, até agora Porto Alegre não viu a cor da película (trocadilho infame.)

No início dos anos 2000 algumas bandas surgiram com um som bastante influenciado pelo Joy Division. Como tudo o que vai volta, Interpol, Editors e, principalmente, She Wants Revenge, surgiram nos últimos 10 anos e trazem claras referências ao quarteto inglês. Também entram aqui Doves, Bloc Party, The Departure e Maximo Park, com algumas influência do post-punk.

“Mesmo tendo gravado um material escasso, a banda conseguiu impor seu estilo pela simplicidade dos arranjos, já que eles não eram lá muito habilidosos. Prova disso são as escorregadas do vocal e alguns instrumentos fora da afinação. Mesmo assim, Ian foi capaz de desenvolver um estilo de canto grave e escrever letras muito fortes, e, claro, não podemos esquecer a mão de Martin Hannet, que jogou o som do baixo e da da bateria para frente na hora de mixar o disco, o que mudou a sonoridade e acabou ajudando a moldar o post-punk. ” afirma Leandro Vignoli, locutor da 103.3 Unisinos FM.

 

Obras no Terminal Mercado

•Novembro 6, 2007 • Deixe um comentário

Há alguns meses as obras no Terminal Mercado, em Porto Alegre, estão em andamento, dificultando o trânsito de pedestres nas mediações.

Quais benefícios a obra pretende trazer aos usuários do Trensurb, o prazo de entrega e as alterações no layout e trânsito nas avenidas próximas.

Sete anos

•Outubro 30, 2007 • Deixe um comentário

Hoje foi anunciado que a Copa do Mundo de 2014 será no Brasil. Agora é sentar e assistir de camarote todas as mazelas do eterno país do futuro serem bem camufladas, com direito a discursos “preocupadísssimos”. A primeira sujeira a ser “escondida” em prol de um Brasil “melhor”, é um pequeno deslize do time do Presidente, como foi publicado no Terra:

Parlamentares protocolam CPI do Corinthians

Parlamentares protocolaram no início da noite desta terça-feira o requerimento para a instalação de uma CPI mista com o objetivo de apurar crimes financeiros na parceria entre o Corinthians e a empresa MSI. No total, 209 deputados e 38 senadores assinaram o documento. O mínimo para que a comissão seja instalada são 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores. Na terça-feira, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, disse que a Fifa não iria permitir que o Comitê Organizador do Mundial fosse submetido a uma CPI.

No AR

•Outubro 23, 2007 • Deixe um comentário

A Usina do Gasômetro está abrigando a Exposição No Ar – 50 anos da RBS desde o dia 1º de setembro. Como a procura foi grande nos primeiros finais de semana, preferi esperar alguns dias para evitar filas e disputa por espaço. Na tarde deste sábado (20), fui até a Usina para conferir a tão falada exposição.

Na chegada aguardei alguns instantes em uma pequena fila. Até aí, tudo OK. Mas quando chegou a minha vez fui avisado que não poderia entrar de mochila, tendo que deixá-la em um contêiner em frente ao local. Não me agrada trocar minha mochila com carteira, celular, agenda, câmeras fotográficas e outras bugigangas por um cartão de plástico com o logo da RBS e o número 50. Mesmo que seja por uma ou duas horas. Mas fiz a troca e adentrei ao recinto.

Uma Kombi amarela, restaurada e pertencente ao museu de automóveis da ULBRA, me deu as boas vindas. Além dela, outros objetos antigos ficavam expostos dentro de caixas de vidro, com uma pequena etiqueta com informações, como o ano de fabricação. Pra meu espanto, até uma importante chave da minha infância estava lá, dentro de um dos caixotes. Uma espécie de mesa de vidro, onde é possível ver todas as capas do jornal Zero Hora. Em outros espaços, é possível assistir à algumas reportagens ou às novelas da Rede Globo ou então à fotos que foram publicadas na Zero Hora. Ainda no andar térreo, uma pequena parede de madeira com quatro monitores mostra diversos comerciais antigos.

No segundo andar é possível encontrar um caleidoscópio que, a primeira vista, parece ser uma parede com alguns monitores (e é basicamente isso, na verdade) mas os espelhos nas paredes causam uma sensação de profundidade que deixou alguns visitantes ao meu lado com um pouco de medo. Na sala seguinte, um muro quase transparente fazia que as pessoas de um dos lados pudessem ver a sombra de quem estivesse do lado oposto. Infelizmente, devido a baixa luminosidade do ambiente, fico devendo uma foto da sombra. Mas tenho a do muro, feita da sala O Silêncio, logo ao lado, que abriga grande tablado de palha com alguns centímetros de altura, onde era possível deitar e ficar observando as luzas do ambiente branco mudarem a coloração gradativamente.

Mas nada chama mais a atenção do que a tela gigante colocada dentro da Usina. Uma armação de ferro transformou um dos corredores do segundo andar em platéia. Caixas de som atrás das poltronas, na altura dos ouvidos do espectador, garantiam uma boa qualidade de áudio. Na tela, uma montagem que mistura novelas, futebol, esportes e fatos históricos.

MAPA 

 

 

“Me acorde quando setembro acabar.”

•Setembro 18, 2007 • Deixe um comentário

Há seis anos atrás, de um total de quatro aviões, dois foram atirados contra as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York. Impossível ligar a televisão após às 9 horas da manhã daquele 11 de setembro, em qualquer canal, sem ver as imagens do atentado. Foram semanas de plantões mostrando a retirada dos destroços, a contagem dos mortos e algumas imagens inéditas. A comoção dos familiares, o prefeito Rudolph Giuliani num discurso emocionado, mostrando todo o seu patriotismo. O sentimento de que o eterno orgulho americano, apesar de ser ferido por um momento, daria a volta por cima. As torres foram destruídas por completo e o total de vítimas chegou a 3234. Heróis. Todos foram heróis. Os bombeiros, os passageiros, os trabalhadores, todos os que morreram e todos os que ficaram. Tudo o que vinha da TV americana era assim. Somos heróis. “Olhem pra nós. Agora temos um forte motivo para comiseração”.


Em seguida, ocupação do Iraque. Guerra. Jovens, sob o efeito da lavagem cerebral de que só o exército é capaz (me refiro aqui à todo e qualquer exército) que acreditam estar defendendo o seu país, vão para um território ainda não conhecido. Matam e morrem. A “américa” (como eles gostam de se auto-denominar) não quer que o mundo veja seus filhos mortos em guerra. A mesma “américa” que nos bombardeou (sem trocadilhos aqui) com infinitas imagens de seus filhos sendo mortos, quando os aviões transformaram-se em gigantescas bolas de fogo ao colidirem nos prédios. Contradição no ar. Armas químicas inexistentes para justificar a ocupação. Saddam Hussein capturado e morto. Vídeos de celular. Infinitas história de famílias americanas que perdem seus filhos e de filhas Iraquianas estupradas por soldados norte-americanos diante de seus pais.


Mesmo agora, seis anos depois, o 11 de setembro é uma ferida aberta. A terra do Tio Sam ainda vive aquele dia. Ou aquele mês, como Billy Joe, do Green Day, que vai pedir eternamente para que alguém o acorde quando setembro acabar.

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World Trade Center (ou o que sobrou dele)